23 23UTC Dezembro 23UTC 2009

OPEP considera excelente presidência angolana

Luanda – O secretario-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Abdullah Al Badri, considerou excelente a presidência angolana no cartel, tendo realçado que caso os estatutos permitissem, desejaria mais um mandato para o país.
Ao falar em conferência de imprensa, em Luanda, após o encerramento da 155ª  reunião anual da organização petrolífera, Al Badri disse ter trabalhado sempre em harmonia com o presidente cessante da OPEP, o angolano Botelho de Vasconcelos, facto que permitiu conduzir com sucesso os interesses dos 12 membros do cartel.
“Daria a classificação “A” se tivesse que pontuar o período de presidência de Angola”, afirmou a jornalistas, no Centro de Convenções de Talatona (Luanda), Abdullah Al Badri.
Angola recebeu o testemunho da presidência rotativa anual da OPEP a 17 de Dezembro de 2008, na cidade de Oran (Argélia), tendo nesta mesma data o Equador assumido a vice-presidência.

A OPEP é responsável por 79 porcento das reservas mundiais de crude e tem uma forte influência na definição dos preços nos mercados internacionais através do alinhamento das quotas de produção em função do mercado.

O que, por exemplo, em relação a Angola levou a que a sua produção tenha sido oficialmente, no último ano, de 1,650 milhões barris/dia face a um potencial de quase dois milhões.
Os actuais países membros da OPEP são Angola, Argélia, Líbia, Nigéria, Venezuela, Equador, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irão, Iraque, Kuwait e Qatar.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/economia/2009/11/52/OPEP-considera-excelente-presidencia-angolana,f9f7d66b-1440-4c83-979c-9d8157edb987.html

23 23UTC Dezembro 23UTC 2009

Discurso do Presidente do Brasil Lula da Silva no COP15

1ª Parte

2ª Parte

23 23UTC Dezembro 23UTC 2009

Património e Língua Portuguesa entre as prioridades do Governo

A ministra da Cultura definiu hoje a valorização do património, a Língua Portuguesa e a aposta nas indústrias criativas

como as três áreas programáticas para o sector. Gabriela Canavilhas esteve no Parlamento na sua primeira audição como ministra da Cultura na Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura e o seu discurso foi coincidente com o programa do PS para o sector. Reafirmou a importância de projectos dos seus antecessores, como o programa “Cheque-obra”, a política em rede e as parcerias com os municípios.
Questionada pelo PSD quanto ao Orçamento da Cultura para 2010, a ministra afirmou que “a duplicação do orçamento é inatingível, mesmo no final da legislatura”, mas mostrou confiança nas parcerias institucionalizadas com outros ministérios para a captação de financiamentos, designadamente as tutelas da Economia e Turismo, Educação e Negócios Estrangeiros.
Na área da Língua Portuguesa, a ministra afirmou que o Governo tudo fará para “criar instrumentos e medidas necessárias à implementação e aceitação” do novo acordo ortográfico.

Fonte: http://ultimahora.jornaldamadeira.pt/index.php?/pt/noticias/200912215946/noticias/cultura/patrimonio-e-lingua-portuguesa-entre-as-prioridades-do-governo.html

23 23UTC Dezembro 23UTC 2009

Portugueses não se batem contra portugueses!

Baía – 4 de Maio de 1823

Logo após a independência, o imperador D. Pedro I tinha feito avançar as tropas brasileiras sobre a Baía e posto cerco

Salvador da Baía

à cidade. Ao mesmo tempo tinha-se esforçado por criar rapidamente uma marinha de guerra, elemento indispensável para assegurar a unidade de um país imenso em que a ligação entre as diversas partes era feita quase que exclusivamente por via marítima.
Por essa altura encontrava-se na América do Sul lorde Thomas Alexander Cochrane, ex-oficial superior da Royal Navy, que se notabilizara nas guerras da independência do Peru e do Chile organizando e comandando as respectivas armadas e infligindo algumas derrotas no mar aos Espanhóis. D.Pedro contratou-o para organizar e comandar a armada brasileira, concedendo-lhe o posto de almirante. Contratados por ele foram para o Rio de Janeiro vinte e oito oficiais e cerca de quinhentos marinheiros ingleses. Com eles e com os oficiais e marinheiros portugueses que haviam optado por continuar ao serviço de D. Pedro, Cochrane conseguiu guarnecer os poucos navios portugueses que estavam no Rio em estado de navegar e outros que foram adquiridos no estrangeiro. E em princípios de 1823 já tinha, prontos para entrar em acção, uma nau, três fragatas, duas corvetas e cinco brigues, além de outros navios menores, ou seja, uma força sensivelmente igual à que os Portugueses tinham na Baía.
A 3 de Abril Cochrane largou do Rio de Janeiro à testa de uma esquadra constituída por uma nau, uma fragata, duas corvetas e dois brigues com a missão de bloquear a Baía e assim impedir que a sua guarnição pudesse receber reforços ou abastecimentos idos de Lisboa. A 25 chegou àquela cidade, ficando a cruzar ao largo. A 29 juntou-se-lhe mais uma fragata.
Logo que teve conhecimento da presença da esquadra brasileira, Pereira de Campos fez-se ao mar com uma esquadra composta por uma nau, duas fragatas, uma charrua, uma escuna, cinco corvetas, um brigue e uma sumaca. Porém, durante a saída, a nau D. João VI encalhou, pelo que só a 30 a esquadra portuguesa conseguiu deixar a Baía. Nessa altura já a esquadra de Cochrane tinha desaparecido, só voltando a ser avistada, muito ao longe, ao entardecer de 3 de Maio.
Ao nascer do Sol do dia 4 as duas esquadras estavam novamente à vista uma da outra. A brasileira encontrava-se a cerca de 24 milhas a ESE da ponta de Santo António, a navegar com a proa sensivelmente a oeste; a portuguesa encontrar-se-ia aproximadamente a 12 milhas a SW daquela ponta, a navegar para sul. O vento era fraco a bonançoso de leste e o mar de pequena vaga.

Baía - 1823
Baía – 1823

Ao ser avistado o inimigo a esquadra portuguesa virou imediatamente por d’avante, por movimentos sucessivos, e dirigiu-se para norte, a rumo de colisão com ele, com os navios formados em duas colunas paralelas. A coluna de barlavento era composta pela nau D. João VI, de 74 peças, seguida pela fragata Constituição, de 50, pela escuna Príncipe Real, de 26, pela charrua Princesa Real, de 28, e pelas corvetas Calipso, de 22 peças, e Dez de Fevereiro, de 26; a coluna de sotavento era encabeçada pela fragata Pérola, de 44 peças, seguida pelas corvetas São Gualter, de 26, Regeneração, de 22, e Princesa Real, de 24. O brigue Audaz, de 18 peças, e a sumaca Conceição, de 6, haviam sido destacados para reconhecer o inimigo, sendo mandados regressar à formatura pelas sete horas da manhã. Em conjunto, a esquadra portuguesa totalizava 366 canhões.
A esquadra brasileira encontrava-se formada numa única coluna. À frente vinha a nau D. Pedro I, de 64 peças; atrás dela as fragatas Ipiranga, de 54, e Niteroí, de 42, e a corveta Maria da Glória, de 30; por fim, consideravelmente atrasados em relação a esta, a corveta Liberal, de 22 peças, e o brigue Real Pedro, de 16; a EB da coluna, pela alheta do navio-chefe, navegava o brigue Guarani, de 14 peças, com a missão de repetir os sinais daquele. Em conjunto, a esquadra brasileira dispunha de 242 canhões, ou seja, menos 124 que a esquadra portuguesa, o que representava indiscutivelmente uma diferença considerável.
Cerca das dez horas Pereira de Campos ordenou à coluna de sotavento que fizesse força de vela e se fosse colocar a vante da coluna de barlavento e no prolongamento dela. A ideia seria, possivelmente, depois de iniciado o combate, mandar virar por d’avante os navios da vanguarda e meter a esquadra inimiga entre dois fogos. No entanto, parece que, pelas onze e trinta, mudou de ideias. Tendo constatado que o grosso da esquadra brasileira era constituído por uma nau e duas fragatas e que para enfrentar o seu primeiro choque só dispunha de uma nau e uma fragata, ordenou à fragata Pérola para se deixar descair e entrar na coluna, talvez a ré da Constituição. Assim fez aquela, mas, tendo perdido seguimento, abateu muito para sotavento e não chegou a ocupar o lugar que lhe havia sido destinado antes de a batalha ter começado.
Pelas doze horas já as duas esquadras estavam relativamente próximas uma da outra, mas o vento era cada vez mais fraco, depois de ter rondado para ENE, pelo que a aproximação se fazia vagarosamente. Entretanto os navios brasileiros tinham içado o pavilhão verde e ouro por entre os vivas das guarnições.
Lentamente, muito lentamente, as duas longas colunas de navios continuavam a aproximar-se, tudo fazendo crer que ao chegar ao alcance de tiro Cochrane, como lhe competia por estar a barlavento, orçaria de modo a ficar com os seus navios dispostos segundo um alinhamento paralelo ao dos portugueses.

Baía - 1823 1 – D.João VI (74)
2 – Constituição (50)
3 – Pérola (44)
4 – Príncipe Real (26)
5 – Princesa Real (28)
6 – Calipso (22)
7 – Dez de Fevereiro (26)
8 – São Gualter (26)
9 – Regeneração (22)
10 – Princesa Real (24)
11 – Audaz (18)
12 – Conceição (6)
13 – D.Pedro I (64)
14 – Ipiranga (54)
15 – Niteroi (42)
16 – Maria da Glória (30)
17 – Liberal (22)
18 – Real Pedro (16)
19 – Guarani (14)
Baía - 1823
Aproximação das duas colunas Cochrane corta a coluna portuguesa

Mas não foi isso que aconteceu. Cochrane, como aliás a maior parte dos oficiais ingleses da sua geração, era um fervoroso discípulo da escola de Nelson, que, em vez da velha táctica do duelo de artilharia entre duas colunas, que raramente conduzia a resultados decisivos, preferia a táctica de cortar deliberadamente a coluna inimiga, embora à custa de um elevado risco, a fim de obter marcada superioridade no ponto de ruptura e assim ter a possibilidade de capturar um número significativo de navios inimigos.
Tendo notado que entre a escuna Príncipe Real e a charrua Princesa Real havia um intervalo considerável não hesitou em aproveitá-lo para cortar a coluna portuguesa nesse ponto e tentar aniquilar a sua rectaguarda antes que o centro e a vanguarda pudessem socorrê-la. E, cerca das quatro da tarde, tendo chegado à distância de tiro, em vez de orçar, como seria de esperar, arribou em cheio e passou com a D. Pedro I entre aqueles dois navios disparando furiosamente a sua artilharia e mosquetaria por ambos os bordos!
Respondeu a Princesa Real arribando um pouco, por forma a conservar a nau inimiga dentro do campo de tiro da sua bateria, enquanto o Príncipe Real continuava em frente, acompanhando o movimento da coluna em que se achava integrado. Minutos depois a fragata Ipiranga tomava posição pela alheta de EB da charrua, juntando a voz dos seus canhões à dos canhões da D. Pedro I. Nesta luta desigual de um fraco contra dois fortes o navio português sofreu graves avarias no aparelho e no costado e teve dois mortos e quinze feridos, alguns dos quais viriam a falecer pouco depois. Não obstante, ao ser intimado por Cochrane a render-se recusou-se a fazê-lo, continuando a responder animosamente ao fogo dos seus adversários.
A fragata Niteroi tomou à sua conta a corveta Calipso. Mas esta, não estando disposta a bater-se sozinha contra um navio muito mais forte, arribou e fez força de vela, afastando-se para sotavento. O mesmo fez a corveta Dez de Fevereiro quando se sentiu ameaçada pela aproximação da Maria da Glória.
Daí que a batalha se tenha resumido ao violento embora curto combate travado entre a charrua portuguesa Príncipe Real e os dois navios brasileiros que a atacaram, a nau D. Pedro I e a fragata Ipiranga.
Entretanto tinham surgido graves problemas no seio das guarnições dos navios de Cochrane. Os marinheiros da corveta Liberal e dos brigues Real Pedro e Guarani, todos eles portugueses, recusaram-se abertamente a entrar em acção, apesar dos incitamentos e das ameaças dos oficiais, declarando que «portugueses não se batem contra portugueses!». Nos outros navios, em que os marinheiros portugueses estavam misturados com ingleses não tomaram aqueles uma atitude tão frontal mas iam fazendo toda a resistência passiva que podiam. No mais aceso do combate, o fiel da artilharia, o escoteiro e um cabo da D. Pedro I fecharam à chave o paiol da pólvora e declararam peremptoriamente que dali não haveria de sair mais pólvora para atirar sobre portugueses! Dominados pela força, foram postos a ferros.
Surpreendido pela inesperada manobra de Cochrane, Pereira de Campos nada mais pôde fazer do que mandar virar em roda a sua vanguarda e o seu centro e ir em socorro da rectaguarda. Mas o almirante inglês não esperou por ele. Tendo perdido a confiança nas suas guarnições não estava disposto a envolver-se numa batalha em clara inferioridade numérica. Por isso, cortou a proa à Princesa Real, isto é, passou pela proa dela, e, depois de a ter mimoseado com mais uma salva, orçou e rumou a sul. Os restantes navios da esquadra brasileira acompanharam os movimentos do chefe.
Encontrando-se com a sua esquadra completamente desorganizada, Pereira de Campos só algumas horas mais tarde pôde iniciar a perseguição ao inimigo em retirada. Pouco depois caía a noite. Ao amanhecer do dia 5 de Maio a esquadra de Cochrane já não se avistava. A nossa conservou-se em cruzeiro ao largo da Baía até 21 de Maio sem que o inimigo voltasse a dar sinal de si. Nessa data recolheu ao porto para se reabastecer.
A propósito desta batalha, uma das últimas travadas pela Marinha Portuguesa, parece-nos que serão de realçar três pontos: em primeiro lugar, a audácia de Cochrane, que, apesar de dispor de uma esquadra mais fraca, não hesitou em atacar uma esquadra mais forte, e a habilidade táctica com que o fez; em segundo lugar, a valorosa resistência oposta pela charrua Princesa Real, que fez gorar os planos do inimigo; em terceiro lugar, o patriotismo dos marinheiros portugueses que guarneciam os navios brasileiros, que, apesar de terem optado por uma nova nacionalidade, não esqueceram a lealdade que deviam à sua antiga Pátria.

Saturnino Monteiro
em «Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa» (Vol.VIII)

17 17UTC Dezembro 17UTC 2009

Português une estratégias

Representantes de portos debatem sobre os novos projetos, impactos ambientais, dragagem e capacitação

Porto de Santos


Fundeadas por mais de 20 anos, desde a década de 1980, e retomada há apenas dois anos atrás, com a criação da Secretaria Especial dos Portos (SEP), a necessidade de reformas urgentes, o reaparelhamento e a expansão dos terminais marítimos nacionais voltam à superfície das discussões e já começam a transpor os limites das águas territoriais brasileiras. Hoje e amanhã, representantes dos principais portos integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) discutem, em Fortaleza, a internacionalização do setor, durante o II Encontro dos Portos da CPLP.

Tendo com convergência a língua portuguesa, dirigentes de companhias docas e líderes empresariais do Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal se reúnem para trocar experiências, conhecimentos e para fortalecer parcerias institucionais. O debate ganha força diante de um “oceano” de dificuldades, que ainda os separam da condição de um bloco comercial capaz de atrair armadores à criação de uma linha comum entre os países lusófonos.

“A tônica do encontro será a troca de experiências, debates sobre os novos projetos de engenharia e os impactos ambientais, dragagem, capacitação de mão de obra”, sinaliza o diretor presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro, Jorge Luiz de Mello. Representando o titular da Secretaria Especial dos Portos, ministro Pedro Brito, que se encontra em viagem à Alemanha, Luiz de Mello reconhece que o maior entrave para o incremento das relações comerciais entre os países de língua portuguesa está na baixa capacidade econômica, sobretudo dos países africanos.

Segundo ele, como a decisão pela criação de novas rotas marítimas comerciais ainda está sob o “timão” dos armadores, os portos brasileiros e demais terminais lusófonos devem buscar investir na infraestrutura, a começar pela dragagem dos portos. “A solução (do modal marítimo) passa pela adequação das avenidas marítimas, que são os canais de acesso aos portos”, defende Mello.

Conforme explica, por muitos anos, as matérias e demandas relativas ao setor ficaram em terceiro plano, atrás das questões dos modais rodoviário e ferroviário. Para ele, somente após a criação da SEP, as companhias docas, gestoras dos portos passaram a ser encaradas pelo governo de forma mais técnica, profissionalizada, “com menor interferência política”.

Apesar dos avanços, Mello avalia que o setor ainda precisa passar por profundas alterações, a começar pela revisão da Lei dos Portos, a rediscussão do papel da alfândega, maior interação dos 37 agentes públicos que gerem o setor, incremento da profissionalização das atividades portuárias e transformação da SEP em ministério, para maior propulsão ao setor.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=699791

17 17UTC Dezembro 17UTC 2009

Algarve ganha destaque na nova página portuguesa da Ryanair

Página da Ryanair em Português

Depois de inaugurar a rota doméstica de baixo custo entre Faro e Lisboa, companhia aérea irlandesa aposta ainda mais no mercado nacional, ao disponibilizar uma central de reservas e serviços totalmente em português.

A operar nos aeroportos de Faro e do Porto, a companhia low cost (de baixo custo) acredita que a medida vai contribuir para «aumentar ainda mais» a sua posição em território português, onde anualmente movimenta cerca de 2,5 milhões de passageiros.

Já em solo algarvio, a estratégia procura ir ao encontro dos mais de 600 mil passageiros que anualmente utilizam as rotas da Ryanair no Aeroporto de Faro, uma estrutura que é vista como «fulcral» para a expansão da empresa em Portugal, tendo em vista o peso desta aerogare na área do turismo.

De acordo com o responsável de comunicação da Ryanair para a Europa Daniel de Carvalho, «antes havia muitos passageiros que não dominavam a língua inglesa e recorriam a familiares ou agências de viagem para marcar as suas viagens, o que se traduzia em custos supérfluos desnecessários».

Mas há mais novidades: com o site em língua portuguesa, a Ryanair oferece agora a possibilidade de colocar em destaque as promoções em vigor desde Faro e Porto, o que antes não acontecia com a versão internacional do site.

A par dos voos, a nova página da transportadora procura também funcionar como agência, apresentando ofertas paralelas na área do alojamento e do aluguer de viaturas, serviços actualmente geridos pelos gigantes da Booking.com e pela Hertz.

«A partir de agora, vai haver uma abordagem para as ofertas locais, de acordo com as reservas. Se eu viajar para Faro, vão ser-me mostradas oportunidades de parceria com o comércio [hotelaria] do Algarve e o mesmo se passa em relação ao Porto», explicou Daniel de Carvalho.

Ao mesmo tempo, a Ryanair anunciou a possibilidade de as reservas feitas em Portugal passarem a poder ser pagas com um cartão Master Card, uma vez que o Visa Electron se encontrava castrado para utilização na Internet.

Fonte: http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=38233

17 17UTC Dezembro 17UTC 2009

Federação reúne repórteres da CPLP

As organizações de defesa dos jornalistas dos países de língua portuguesa reuniram consenso para criação de plataforma comum

Trinta anos depois das primeiras conversações – e tentativas – para a sua criação, nasce a Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa (FJLP), que une instituições de defesa da profissão de Portugal (Sindicato dos Jornalistas), Angola (Associação dos Jornalistas Económicos de Angola – Ajeco), Guiné-Bissau (Sindicato dos Jornalistas da Guiné-Bissau), Brasil, Cabo Verde (Associação dos Jornalistas de Cabo Verde) e Moçambique (Sindicato dos Jornalistas de Moçambique). Apenas Timor ficou de fora.

A assembleia constitutiva reuniu-se de sábado a segunda-feira para eleger os órgãos sociais e aprovar os estatutos da FJLP. Durante o mês de Janeiro, os membros debaterão o plano de actividades para o triénio e, mais especificamente, para o ano de 2010. Entre os objectivos da federação está a organização de um congresso de jornalistas de língua portuguesa.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Alfredo Maia, a “promoção da língua portuguesa, dos valores da ética e da deontologia, e valorização profissional e intelectualmente os jornalistas e a cooperação entre organizações” são os objectivos da federação. “E pugnar pela liberda- de de imprensa”, acrescenta o líder do Sindicato dos Jornalistas, organização que serviu de anfitriã à realização do encontro dos vários países.

Um dos objectivos da FJLP, já comunicado ao secretário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é “que sejam removidos os constrangimentos dos jornalistas da CPLP para se deslocarem de um país para outro. Não faz sentido serem exigidos vistos e ainda mais incompreensível que sejam exigidos a jornalistas, provocando demoras inaceitáveis”, sublinha Alfredo Maia.

Outro dos compromissos da federação, cuja presidência está entregue à Ajeco, é que a FJLP seja uma voz dos jornalistas junto dos governos.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=1442290&seccao=Media

16 16UTC Dezembro 16UTC 2009

Livro conta influência sino-portuguesa na cultura de Macau

Soberania Portuguesa

Soberania Chinesa

Lisboa, 16 dez (Lusa) – Portugueses e chineses coexistiram e negociaram em Macau durante quase 500 anos, mas só nas últimas duas décadas o intenso relacionamento entre os dois países se estendeu às respectivas línguas, defende a historiadora Celina Veiga de Oliveira.

Coautora do livro “Macau – uma história cultural”, que será lançado nesta sexta-feira, em Lisboa, ela ressaltou à Agência Lusa que, se a história dos últimos quatro séculos e meio da região é feita de “dualismo”, “nos últimos tempos dos portugueses em Macau houve uma aproximação muito grande” entre as duas comunidades.

Os doze anos de preparação da transferência da Administração do território para a China – concretizada em 20 de dezembro de 1999 -, e os últimos dez anos assistiram a um maior interesse na aprendizagem das respectivas línguas, por parte de portugueses e chineses, na região administrativa especial.

Não só foi necessário promover a formação de quadros bilíngues para a Administração, como a nova geração de emigrantes portugueses no território está aprendendo “a falar e escrever chinês”, destacou Celina Veiga de Oliveira.

E embora atualmente se fale “pouco português” na região, a historiadora diz estar “confiante em que a língua portuguesa possa continuar, porque a China tem interesse nisso. Macau pode continuar, para o futuro, a ser a ligação da China ao mundo lusófono”.

“Macau – uma história cultural” conta a história dos encontros e desencontros entre Portugal e China desde que os portugueses se estabeleceram na região administrativa especial chinesa, em meados do século 16, até o século 20.

“Os pregadores levam o Evangelho e os mercadores levam os pregadores” é a frase do jesuíta António Vieira com que a historiadora caracteriza o que tornou Macau um território “único”, que junta o que “de melhor os portugueses e os chineses têm”.

Identidade regional

Das intensas trocas comerciais, com a seda chinesa no centro, à diplomacia política, essencial para o delicado equilíbrio de poderes que se construiu no território, passando pelo papel da religião cristã e das ordens religiosas, especificamente dos jesuítas, o livro narra os esforços dos dois países para, sem perderem o que consideravam seu de direito, conseguirem alcançar a autonomia que acabou por se tornar a identidade da região.

“Macau é o resultado de várias confluências. Não é totalmente português, não é totalmente chinês, é de Macau”, resume Celina Veiga de Oliveira.

Na história cultural de Macau, destaca a especialista, “houve sempre um dualismo, na administração, na justiça, no comércio, nas regras da religião, mas houve sempre, também, uma aceitação da outra parte”.

Por isso, é com “tristeza” que ela observa o “desconhecimento sobre Macau em Portugal”.

“Ninguém sabe quem é Macau, o que foi, a importância que teve para a História de Portugal e da China”, critica a historiadora.

Uma “prova da indiferença que o poder político em Portugal teve sempre em relação a Macau” é a bandeira que o último governador da região administrativa especial recebeu na cerimônia de transferência da soberania do território estar guardada em uma gaveta de seu ex-auxiliar de campo.

Fonte: http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=29036

16 16UTC Dezembro 16UTC 2009

Nasceu a Confederação Empresarial da CPLP

Os empresários da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) criaram ontem , em Bissau, uma confederação

empresarial, instrumento que consideram “estratégico” para uma nova dinâmica no espaço lusófono.

A criação foi decidida, por unanimidade, na reunião da assembleia geral extraordinária do Conselho Empresarial da CPLP, declarou aos jornalistas Jorge Rocha de Matos (na foto), presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP).

Segundo este representante, que presidiu à reunião, que transformou, na prática o Conselho Empresarial numa confederação, a intenção é levar os países lusófonos a formarem um novo bloco económico para participar a nível global. “É o princípio de uma nova era a nível empresarial” e cada país deverá potenciar a sua integração na organização, defendeu o presidente da AIP.

Fonte: http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1446819

11 11UTC Dezembro 11UTC 2009

CPLP vai ter Centro UNESCO para formação avançada em ciências

Lisboa – Os ministros da ciência, tecnologia e ensino superior dos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) reúnem-se esta segunda-feira em Lisboa para preparar o lançamento de um Centro Unesco para formação avançada em ciências no espaço lusófono.

O espaço lusófono, constituído por Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste, vai partilhar um Centro UNESCO para a formação avançada em ciências.

Portugal, que preside este ano à CPLP, pretende lançar este centro em moldes totalmente inovadores à escala internacional. O objectivo do centro será conjugar «a formação de alto nível através de programas de doutoramento com a formação para a responsabilidade social dos cientistas, a comunicação pública da ciência e a integração em redes e programas internacionais de investigação, facilitando assim o desenvolvimento científico dos países de origem e combatendo a fuga de capacidades científicas», revelou uma nota do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior português (MCTES).

Com vista ao reforço da qualidade do ensino e o reconhecimento mútuo e internacional dos cursos de ensino superior ministrados no espaço da CPLP, os Ministros definem ainda a criação de uma Rede de Informação Mútua e de Avaliação do Ensino Superior.

Na reunião, os Ministros da Ciência estabelecem ainda as áreas de trabalho e de cooperação científica prioritárias no espaço da CPLP, com destaque para agricultura e produção de alimentos e para o desenvolvimento dos Sistemas de Observação da Terra com forte aposta em trabalhos de investigação em instrumentos de inventário de recursos, estudo e previsão do clima e gestão ambiental.

Fonte: http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=19330