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Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós

Óh meu Santo criador
com a divina devoção
ah devolve essa menina Santo Antônio
que irrustiu meu coração

Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós

Ó meu Santo criador
meus olhos choromingou
prometeu que ia p’ra reza Santo Antônio
fez as trouxa e arribou

Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós

Ó meu Santo criador
meus olhos choromingou
prometeu que ia p’ra reza Santo Antônio
fez as trouxa e arribou

Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós
Glorioso Santo Antônio rogai por nós

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Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa)

17 de Outubro de 2013

Acompanhe a conferência em directo:

http://livestre.am/14WFo

cplp

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O Oceano Atlântico cobre sensivelmente 106,460,000 km2. Ocupa 20% da superfície do planeta Terra.

Cada um destes países da CPLP tem as seguintes Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) no Oceano Atlântico:

Angola: 501.260 km2

Brasil: 4.489.919km2

Cabo Verde: 734.265 Km2

Guiné-Bissau: 70.000 Km2

Portugal: 3.660.955 km2

São Tomé e Príncipe: 160,000 km2

Soma da área das ZEE, dos países da CPLP, no Atlântico Oceano: 9.616.399 km2

Se algum número não estiver correcto, favor comentar!

 

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O samba é uma das tradicionais danças brasileiras, tem projecção mundial. Tem origem, com certeza, nos ritmos oriundos de África, mapa-brasil-6presumivelmente de Angola. Há quem acredite, que não por acaso, existem dois sembas/sambas, um e outro tendo a mesma raíz, partilhada pelo Brasil e por Angola. Por isso, não há que recusar, a forte ligação histórica, cultural, económica e social entre esses dois países maravilhosos, que partilham curiosamente uma parte interessante do Oceano Atlântico. Entre os maiores sambistas se podem destacar Cartola, Martinho da Vila, entre outros. Viva o Samba!

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Diz que deu
Diz que dá
Diz que Deus dará
não vou duvidar, ó nega
E se Deus não dá
Como é que vai ficar, ó nega
Deus dará, Deus dará
Diz que deu diz que dá
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, ó nega
E se Deus negar
Eu vou me indignar e chega
Deus dará Deus dará
Diz que Deus
Diz que dá
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, ó nega
E se Deus negar
Eu vou me indignar e chega
Deus dará, Deus dará
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, oh nega
E se Deus negar
eu vou me indignar e chega
Deus dará, Deus dará

Deus é um cara gozador
Adora brincadeira
Pois pra me jogar no mundo
Tinha o mundo inteiro
Mas achou muito engraçado me botar cabreiro
Na barriga da Miséria
nasci brasileiro
Eu sou do Rio de Janeiro

Diz que deu
Diz que dá
Diz que Deus dará
E se Deus não dá, ó nega
Como é que vai ficar, ó nega
Deus dará, Deus dará
Diz que Deus
Diz que dá
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, ó nega
E se Deus negar
Eu vou me indignar, e chega
Deus dará, Deus dará

Jesus Cristo ainda me paga, um dia ainda explica
Como é que pôs no mundo essa pouca titica
Vou correr o mundo afora, dar uma canjica
Que é pra ver se alguem se amarra ao ronco da cuica
E aquele abraço pra quem fica

Diz que Deus
Diz que dá
Diz que Deus dará
E se Deus não dá, ó nega
Como é que vai ficar, ó nega
Deus dará, Deus dará
Diz que Deus
Diz que dá
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, ó nega
E se Deus negar
Eu vou me indignar. e chega
Deus dará, Deus dará

Deus me deu mão de veludo,pra fazer carícia
Deus me deu muita saudade e muita preguiça
Deus me deu perna comprida e muita malícia
Pra correr atrás de bola e fugir da polícia
Um dia ainda sou noticia

Diz que Deus
Diz que dá
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, ó nega
E se Deus não dá
Como é que vai ficar, ó nega
Deus dará, Deus dará
Diz que Deus
Diz que dá
Diz que Deus dará
Não vou duvidar, ó nega
E se Deus negar
Eu vou me indignar, e chegar
Deus dará, Deus dará

Deus me fez um cara fraco, desdentado e feio
Pele e osso simplesmente, quase sem recheio
Mas se alguém me desafia e bota a mãe no meio
Dou pernada três por quatro, e nem me despenteio
que eu já tô de saco cheio.

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Essa raiz, com alto valor energético, é tão bem aceita pelo brasileiro que ganhou justamente o dia do descobrimento domandioca Brasil como sua data oficial: 22 de abril. Parte de seu sucesso se deve à versatilidade, já que pode ser consumida como farinha, cozida, frita e até vira cachaça.

Acredita-se que a origem desta planta, nativa da América do Sul, seja no oeste do Brasil. Seu cultivo e consumo eram bastante comuns entre os indígenas e estavam disseminados entre os povos até o México e a Guatemala.

Os colonizadores portugueses tiveram que se acostumar aos alimentos usados pelos índios, já que muitas espécies normalmente cultivadas na Europa, como o trigo, não se adaptavam às condições brasileiras. A mandioca entrou então como substituta, já que era um dos alimentos mais usados pelos índios para fazer farinha, tapioca, beiju e bebidas alcoólicas. Adaptada à culinária dos colonizadores, a mandioca passou a ser exportada para vários países, como a África, onde em muitas regiões é a base da dieta alimentar. A raiz é importante fonte energética especialmente em países em desenvolvimento, devido ao seu baixo custo e facilidade de cultivo.

Nome

O nome científico é difícil: Manihot esculenta Crantz; o tipo com menos cianeto, também chamado mandioca doce, Manihot utilissima. Mas este alimento é conhecido mesmo como mandioca, macaxeira, manduba, castelinha, aipim. Há também nomes populares como pão-de-pobre, e alguns assustadores, como mandioca brava, por causa do seu teor venenoso – eliminado durante a cocção.

O nome tem origem em uma lenda indígena que conta a história de uma índia que foi expulsa da tribo por ter engravidado e foi morar numa cabana. Ela teve uma linda menina muito branca que chamou de Mani. Ainda novinha, Mani morreu sem motivo aparente. Foi enterrada próximo à cabana – e com as lágrimas da mãe foi regada. No lugar, nasceu uma planta de raízes grossas, branca por dentro, que recebeu o nome de casa da mani (mani – oca). Em outras línguas, como inglês e alemão, é chamada cassava. Em francês dizem manioc.

Propriedades nutricionais

Caroline destaca que a mandioca é uma boa fonte de vitamina C, cálcio e fósforo. Ela chama atenção ao fato de a raiz ser rica em carboidratos e por isso exigir cuidado no seu consumo, pois o excesso pode engordar caso a quantidade total de carboidrato ingerida seja maior que o gasto energético. “É importante lembrar que as pessoas que iniciam uma dieta vegetariana devem tomar cuidado ao querer substituir a carne. Muitas colocam carboidratos no lugar e ganham peso, principalmente pessoas com mais de 40 anos”, avisa. “Deve-se ter cautela ao fazer substituições e, se possível, orientar-se com profissionais que possam fornecer tabelas de substituições ou elaborar um plano alimentar personalizado.”

A nutricionista dá ainda uma dica para prolongar a qualidade e o frescor da mandioca: manter a raiz em ambiente úmido porque a desidratação limita a vida útil da mandioca fresca a cerca de uma semana, deixando-a escura. “O melhor é descascar e mantê-la congelada, se não for usar de imediato”, sugere.

Propriedades medicinais

A quantidade de ácido cianídrico – princípio tóxico considerado venenoso – presente na mandioca indica o tipo de raiz. Há a mandioca doce ou mansa, com menor quantidade de ácido cianídrico e que, pela toxidade, exige cuidados no preparo – como deixar o alimento de molho e cozinhar bem para retirar o cianeto. Essa ação tira o gosto amargo, que demonstra a presença do ácido que pode provocar intoxicação com vômitos, diarreia, dores abdominais entre outros sintomas.

A nutricionista e escritora Caroline Bergerot, especialista em nutrição clínica, conta que a mandioca brava é mais usada para fabricação de farinha, sendo a mandioca mansa mais utilizada para a culinária. “A mandioca constitui um dos principais alimentos energéticos utilizados de fácil plantio”, diz. Segundo a nutricionista, por seu alto valor energético, ela é recomendada para pessoas convalescentes e desnutridas. “Indico para pessoas com sensibilidade ao glúten, pois com a mandioca fresca ou sob a forma de polvilho e farinha podemos fazer pratos bem saborosos que substituem a farinha de trigo, como o bolo de tapioca, bobó vegetariano e muitos outros.”

Curiosidades

A popularidade da mandioca é tanta, no Brasil, que a nossa primeira Consituição, em 1824, foi chamada de Consituição da Mandioca. O nome tem relação com suas regras: depois de dissolver uma Assembleia Constituinte, D. Pedro I impôs uma Constituição elitista que determinava que só os ricos poderiam votar e serem votados, entre outras regras. Pelo projeto, para poder votar, o eleitor precisava ter uma renda mínima por ano equivalente a 150 alqueires de farinha de mandioca (no Brasil colonial, o alqueire correspondia à quantidade de uma cesta utilizada para transportar alimentos, principalmente milho e feijão).

A fama que a raiz adquiriu deve-se, em parte, às suas diversas utilizações, não só na culinária, mas em outras áreas, com constantes descobertas de novas aplicações. Há exemplos de uso da mandioca em confecção de tijolos e tintas e em adubo orgânico. Estudos apontam seu uso como biocombústível, com recentes resultados sobre a produção de etanol a partir da mandioca, que poderá ser economicamente vantajoso e benéfico para o meio ambiente.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), recentemente, desenvolveram um filme plástico à base de amido de mandioca que poderá ser usado para embalar alimentos. Entre as vantagens do produto, que ainda está sendo testado, é ser biodegradável, comestível e ter propriedades antibacterianas, além de permitir variações da cor que muda de acordo com o estado de conservação do produto embalado, facilitando identificar um alimento já deteriorado.

Fonte: http://www.cantinhovegetariano.com.br/2007/05/mandioca.html

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O livro Discurso e Publicidade (EdUFF, 2008, 206p., R$30,00) apresenta a propaganda sob uma perspectiva ainda pouco abordada no Brasil. Para além da produção e da criatividade, Rosane da Conceição Pereira propõe a reflexão e o questionamento do setor, analisando-o como qualquer outro meio de comunicação. Na obra, a autora busca respostas para a relação do brasileiro com a publicidade desde seu surgimento no país e mostra como ela nos representa através do nosso próprio olhar e, ainda, o olhar do estrangeiro sobre nossa cultura. Nessa entrevista, Rosane conta como surgiu a ideia da análise, que representa uma inovação nas relações entre comunicação e linguística.

EdUFF: Como surgiu a ideia dessa pesquisa? Qual era o seu objetivo?

Rosane Pereira: No estudo da publicidade, a história marca o começo da propaganda no Brasil com a vinda da família real e da Imprensa para o país, em 1808. Mas há também uma história paralela, porque já se vendiam coisas no Brasil antes, pela propaganda boca a boca. Na história oficial, a publicidade surgiu com os anúncios classificados e, praticamente, sem imagens. Num segundo momento, apareceu a profissionalização e, num terceiro, o investimento em tecnologia. Isso é o tradicional na história da comunicação. Na pesquisa, eu proponho outras três abordagens: 1) O olhar do brasileiro sobre si mesmo – quando utilizo as propagandas premiadas como exemplo; 2) O olhar do outro, do estrangeiro, sobre o brasileiro – um olhar oblíquo; e 3) O olhar do brasileiro sobre o estrangeiro – no qual os publicitários tentam simular o olhar do estrangeiro sobre a cultura brasileira.

EdUFF: Como se dá o olhar do estrangeiro sobre o brasileiro?

Rosane: Na verdade, o publicitário brasileiro repete o que o outro estrangeiro espera, para que seu trabalho seja visto lá fora. Se ele começar a se colocar como alguém semelhante ao europeu, não haverá esse distanciamento e, talvez, o interesse do estrangeiro pelo trabalho dele.

EdUFF: Em que consiste o estudo da análise do discurso, no livro?

Rosane: Existem algumas teorias de análises do discurso. A que eu utilizei foi a de Michel Pêcheux, que leva em conta a psicanálise, a linguística e o marxismo, considerando não só a língua, mas também o sujeito e a história. A teoria de Pêcheux parte da concretude da linguagem como uma materialidade subjetiva e histórica e, nesse sentido, podemos ter a posição de estranhamento para nós mesmos, ou seja, pensamos, falamos e agimos como se controlássemos sempre esses domínios. Por exemplo, se questionarmos um publicitário por que ele está fazendo isso ou aquilo, é bem possível que ele responda: “Nunca parei para pensar nisso. Eu faço desse modo porque os meus colegas fazem assim”. Ele diz isso porque é um sujeito dividido (afetado) por gestos, atos e chistes de linguagem, os quais irrompem na língua sem que ele seja senhor do seu dizer, ou seja, porque tem a ilusão de ser a fonte dos sentidos naturalizados ideologicamente e dominar (saber) o que diz, quando de fato está submetido à opacidade e incompletude de toda língua. Ao “reproduzir” a maneira de nos dizer e mostrar na propaganda nacional, circulando nos festivais internacionais de premiação publicitária da criatividade, o publicitário brasileiro põe em jogo o que imagina que o estrangeiro pensa sobre o Brasil, mesmo que algumas ideias não sejam ponto pacífico para nós (ritmos, tipos, valores etc.).

EdUFF: Você acredita que a publicidade tenta manipular as pessoas?

Rosane: Isso diz respeito à ideologia e à manipulação, que já é outro questionamento. Como a análise do discurso trabalha com materialismo histórico, a gente destrói aquela ideologia de ocultar algumas ideias e alguns sentidos. Outra vertente diz que ideologia é naturalização dos sentidos, que aqueles sentidos foram naturalizados por uma imposição qualquer e cabe a quem vai desmaterializá-los (o público, o pesquisador, o aluno, o professor etc.) se questionar: “Será que esse é o único sentido possível sobre o que foi dito ou mostrado, dadas as condições materiais de produção (enunciação e circunstâncias sociais, históricas e ideológicas) desse discurso?”, em vez de “Será que essa é a única verdade?”

EdUFF: Existem, realmente, mensagens subliminares nas campanhas publicitárias?

Rosane
: Existe muito estudo nessa área da propaganda subliminar. No merchandising – que é aquela apresentação durante uma programação, por exemplo, num programa de auditório –mostra-se claramente quando se faz uma propaganda dentro da programação. Mas, se você assiste a um filme e aparece o nome de determinada marca de produto ou quando o ator a está usando, isso pode passar inconscientemente pelo espectador. Tanto que, passeando no shopping, há quem veja uma roupa que lhe foi apresentada dessa forma e acaba comprando. Os publicitários nem sempre pensam: “vamos fazer uma peça subliminar”! Então, o que é feito, do ponto de vista ético, são pequenas inserções de anúncios nas novelas etc.

EdUFF: Qual é, então, o grau de manipulação da propaganda?

Rosane: A pretendida manipulação da propaganda como “violação psicológica” em pesquisas de regimes totalitaristas durante a Segunda Guerra Mundial e apresentada em Propaganda: teoria, técnica e prática (Armando Sant’Anna, Ed. Pioneira Thomson Learning, 2002, p. 54) é uma ilusão, pois o sujeito, mesmo dividido pelo inconsciente e interpelado pela ideologia dominante da forma histórica do capitalismo, é livre para dizer o que diz de uma maneira e não de outras. Somos “livres” para consumir sentidos existentes (optamos por determinações de mercado com as quais nos identificamos e contra identificamos) e somos livres para nos marcarmos (como sujeitos) na ou pela língua. Podemos construir deslizamentos dos sentidos pelos quais nos “desidentificamos” ao status quo, segundo Pêcheux. Não creio que se possa medir o alcance da mensagem subliminar nem mensurá-la em uma tabela de custos para inserções de anúncios publicitários.

EdUFF: A questão da alteridade influencia o indivíduo na recepção da propaganda?

Rosane: Sim. É a visão do Outro que nos constitui. No terceiro momento abordado no livro, ou seja, o olhar do estrangeiro sobre o brasileiro, trato dessa questão. No carnaval, a gente brinca muito com essa questão através das fantasias, no sentido de mostrar as virtudes que o país tem em termos de religião e culturas diferentes e da estilização de cores e formas, pela qual o outro também vai nos reconhecer. Assim, inconsciente, também somos conduzidos por esse caminho.

EdUFF: Poderia exemplificar?

Rosane: De acordo com Eni Orlandi (pesquisadora da teoria do discurso de Pêcheux no Brasil) em Interpretação: autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico (Petrópolis, Ed. Vozes, 1996, p. 74), o Outro remete ao domínio simbólico do sujeito falado antes de nascer, atravessando todo e qualquer discurso, anterior e não localizável em qualquer indivíduo, o outro social. O Outro simbólico da linguagem existente sobre o que seria o Brasil (paraíso terreno como uma selva com mulheres sensuais; paraíso fiscal para onde se pode fugir incólume; país do futebol, do café e da cerveja; metonímia de Rio de Janeiro, de bossa-nova e rumba em vez de outros ritmos etc.) nos constitui para o outro social, ou seja, o estrangeiro que nos reconhece (nos vê) assim e nós mesmos. Logo, podemos nos contra identificar com a visão do estrangeiro em alguns sentidos (selva, paraíso fiscal ou “levar vantagem em tudo”, rumba etc.), nos identificar (paraíso terreno, mulheres sensuais, futebol etc.) e nos desidentificar fazendo deslizar os sentidos na propaganda. O Brasil superou sua crise econômica e possui grandes escritores, cientistas, músicos, artistas plásticos e pessoas “comuns” que se destacam por sua honestidade e ações sociais (“gente que faz”, “sou brasileiro e não desisto nunca” etc.).

EdUFF: Como é a relação, desde o início, entre o jornalismo e a publicidade?

Rosane: Essa é uma questão técnica, pois inclui os três tipos de discursos da publicidade, que a gente entende como os discursos como efeitos de sentido. O primeiro discurso é aquele da propaganda de boca a boca; o segundo discurso é o da propaganda oficial com a imprensa; e o terceiro discurso é o da propaganda atrelada à tecnologia. No início, a publicidade estava muito subjugada à imprensa, inclusive, existiam apenas os anúncios, com textos escritos nas redações dos jornais, relativos a pessoas oferecendo coisas, cursos, trabalhos ou à procura do escravo fujão. Tudo mudou com o início da xilografia e das gravuras, quando a imagem começou a ganhar maior destaque. Agora, a propaganda já dá forma ao jornal, com design arrojado e interagindo com a matéria.

EdUFF: Para terminar, que característica inovadora Discurso e Publicidade traz para o público?

Rosane: Em publicidade é difícil encontrar teóricos que falem além da história da propaganda. Há muitos livros sobre a própria técnica ou a propaganda em si, como Tudo que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência para explicar (Sergio Roberto Dias, Julio Ribeiro e Vera Aldrighi, 434p., Ed. Atlas). Claro, há, ainda, publicações que possuem até um pouquinho da história da propaganda e de psicologia da comunicação, como Criatividade em Propaganda (Roberto Menna Barreto, Ed. Summus), mas nenhuma sob o ponto de vista crítico da semântica discursiva. Acredito que a análise do discurso, adotada em meu livro, seja uma teoria mais condizente para os questionamentos não reducionistas sobre a publicidade.

Fonte: http://200.20.1.15/eduff/index.php?option=com_content&view=article&id=17:novas-perspectivas-para-a-publicidade&catid=3:entrevistas&Itemid=6

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