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Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

in Mensagem, Fernando Pessoa

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Passaste no meu jardim
logo as flores se inquietaram
que duma espera sem fim
em esperança se transformaram

Tocador da concertina
tuas vozes soam longe
meu coração de menina
ficou preso a partir de hoje

E se acaso não voltares
adora-me o meu retrato
nele está espelhado o rosto
d´um coração namorado

Leva-me sempre contigo
que eu inda sou pequenina
adora-me o meu retrato
nas costas da concertina

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A criação de um banco de terras em Montemor-o-Novo (Évora), para dar uso a terrenos não cultivados, é o objetivo de

Programa de Agricultura Familiar (Brasil)

um projeto que está a “nascer” naquele concelho alentejano, vencedor de um concurso de ideias municipal.

“É uma ideia bastante simples e que imita apenas o que se fez durante muito tempo. As pessoas que têm terra e não a querem cultivar cedem-na a outras que não a têm, mas que a querem cultivar”, disse à agência Lusa Ana Fonseca, promotora do projeto.

A iniciativa venceu o concurso “Boa Ideia para a Sustentabilidade”, lançado aos cidadãos por parte da Agenda 21 Local e da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo.

“Surgiram 15 ideias, mas esta foi a vencedora porque apela à produção agrícola, que consideramos ser a questão fundamental do país, cujo futuro não passa tanto pelas questões financeiras”, frisou à Lusa Carlos Pinto de Sá, presidente do município.

O projeto, galardoado com cinco mil euros, é subscrito por Ana Fonseca, mas envolve a Rede de Cidadania, associação de cidadãos daquele concelho em prol do desenvolvimento sustentável, de cujo grupo coordenador a promotora faz parte.

“O papel da Rede de Cidadania é o de facilitador desta ideia, como elo de ligação entre quem tem terra e quem a quer trabalhar, e o de promover cursos de formação e tratar de aspetos burocráticos”, disse Ana Fonseca.

Com vista à concretização da iniciativa, já foi assinada uma parceria com a autarquia, para definir as atividades, a divulgação e as ações de formação do projeto, que vai estar acessível no portal da câmara municipal.

No início, o banco de terras vai “nascer” em duas freguesias urbanas do concelho – Nossa Senhora da Vila e Nossa Senhora do Bispo –, mas o objetivo é alargá-lo a todo o concelho, quando houver “um maior número de interessados”.

“Há aqui muitas pessoas que vieram de Lisboa em busca do mundo rural. Têm casa na cidade, gostavam de cultivar qualquer coisa, mas não têm terra e estão interessados e também temos pessoas que querem disponibilizar terreno”, afiançou Ana Fonseca.

Ao mesmo tempo, os promotores querem pôr em contacto “os velhotes que sempre cultivaram e sabem imenso da terra, mas que já não têm força para produzir, com voluntários interessados em aprender e que os podem ajudar nas hortas”.

O “arranque” do projeto, a desenvolver ao longo de dois anos, acontece a partir de agora, com a nova estação agrícola.

Ana Fonseca acredita que vai vingar, até devido ao “atual momento que Portugal vive, com uma produção de alimentos cada vez menor”.

“Temos cada vez menos autonomia alimentar, o que é gravíssimo. Queremos mostrar que é possível criar um banco de terras, em que as pessoas podem fazer horta, ter um rebanho ou fazer um pomar. O importante é pôr as pessoas a produzir”, acentuou.

Fonte: Lusa

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